Se alguém da minha família tem o Transtorno Bipolar, eu também terei?

Não necessariamente. O fato de um familiar ter o Transtorno Bipolar não é uma sentença imediata e certa que você também o terá. Apenas há uma maior probabilidade de que você venha a ter. Mas como em diversos outros problemas de saúde, o Transtorno Bipolar é multifatorial, o que indica que há diversos fatores inter-relacionados que contribuem para o desenvolvimento desta síndrome, entre eles: história familiar, presença de diversos eventos estressores, dificuldade para enfrentar ou superar eventos estressores, estilo de vida pouco saudável ou instável, como passar as noites em claro, fazer uso excessivo de álcool ou outras drogas, abusar de cafeína ou outras substâncias estimulantes, entre outros.

Por Dra. Roseli Lage de Oliveira

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O que é o Transtorno Bipolar?

O Transtorno Bipolar ou Transtorno Afetivo Bipolar é um transtorno mental, ou seja, é um problema de saúde que se apresenta em decorrência de alterações químicas e anatômicas no cérebro. Isto significa que ele não está sujeito à vontade do indivíduo, mas que se manifesta em virtude destas alterações.

O Transtorno Bipolar é uma síndrome caracterizada por mudanças extremas e patológicas do humor, podendo variar entre dois polos, indo da tristeza persistente e profunda (depressão) até a completa euforia e sentimento de grandiosidade (mania).

Este transtorno atinge aproximadamente 2% da população e tem uma forte relação com o histórico familiar, o que indica que se pessoas da sua família tem ou tiveram este problema, há uma maior probabilidade de que você possa vir a desenvolver este problema.

Por Dra. Roseli Lage de Oliveira

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Relações sociais e interpessoais no Transtorno de Estresse Pós-Traumático

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As consequências das relações sociais e interpessoais para uma pessoas que sofre Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) são imensamente danosas. Assim como mudanças do sistema familiar, problemas de intimidade, aumento de conflitos, diminuição do prazer nas atividades compartilhadas, irritabilidade com os membros da família, violência verbal e interpessoal.
Consequentemente, confiar em outras pessoas é uma questão muito delicada, podendo ser inadequadamente agressivos ou hostis em situações sociais percebidas como ameaçadoras e formarem padrões familiares disfuncionais.
Procure um especialista, tem tratamento!
Por Érica Panzani

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Internação no Transtorno Bipolar?

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A internação de pessoas com transtorno bipolar ainda é controversa socialmente, no entanto, em alguns casos, quando a pessoa que possui este problema coloca em risco sua saúde e sua vida, ou em risco a saúde e vida de outras pessoas, pode ser necessário realizar uma intervenção mais restritiva, embora temporária. Isto só ocorre, como mencionado, em casos extremos, como quando a pessoa perde completamente a crítica e, por impulso, faz diversas coisas impensadas, tornando-se agressiva (para si ou para outras pessoas), ou então, quando a pessoa passa a ter o que chamamos de sintomas psicóticos, ou seja, tem pensamentos e ideias sem sentido, sem coerência e absurdas, acompanhadas por alucinações – ver ou ouvir coisas que não existem.
Então, não se assuste com a ideia da internação, pois ela é uma recomendação médica, que só será utilizada em casos de necessidade extrema.
Procure sempre um especialista!
Por Roseli Lage de Oliveira

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Transtorno de Estresse Pós-traumático

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Aqueles que estão sujeitos a terem o Transtorno de Estresse Pós-Traumático são: pessoas que sofreram algum tipo de violência, testemunhou ou ficou sabendo que algum familiar ou amigo próximo que sofreu algum evento traumático. Uma outra população que pode sofrer com essa psicopatologia são os profissionais que ficam expostos à detalhes dos eventos traumáticos como policiais e socorristas.
É uma condição de saúde mental debilitante frequentemente associada a comorbidades psiquiátricas e alterações na qualidade de vida. Seu percurso pode ser crônico e trazer grandes consequências para as atividades de vida diárias.
A busca de tratamento é de fundamental importância para o restabelecimento da qualidade de vida e diminuição dos sintomas. No entanto é muito importante que a pessoa não permaneça exposta ao evento traumático. Entre as abordagens existentes, destaca-se a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que tem recebido bastante atenção nas últimas décadas
Por Érica Panzani Duran

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Por que é tão difícil suportar meses, e às vezes anos de diferentes regimes?

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Quando somos bem sucedidos e de fato conseguimos emagrecer, por que depois de algum tempo nosso peso volta novamente, como se tivesse sentido nossa falta? Brincadeiras à parte, o emagrecimento bem sucedido, ou seja, àquele em que o peso ideal é obtido e mantido, depende de vários fatores.

Um desses fatores é a ressignificação do valor da comida. Por quais motivos nos excedemos? Será que quando estou triste ou ansioso como mais? Busca-se entender qual é a função do comportamento de comer mais do que o necessário.

Temos que pensar também nas armadilhas que pregamos em nós mesmos. Fazemos as compras de casa de maneira correta? Quando não conseguimos evitar comprar doces e chocolates, os deixamos à nossa vista para comermos a qualquer hora?
Além de mudarmos nosso comportamento, temos que tomar cuidado com a nossa maneira de pensar, já que provavelmente ele não tem dado muito resultado quando se trata de emagrecer. Tenho certeza que em algum momento você no meio de um regime já pensou algo do tipo: -Hoje vou a uma festa à noite, e já que irei sair do regime mesmo vou chutar o balde e comer tudo o que eu quiser.
Será que não haveria outro modo de pensarmos a mesma situação? Algo como: -Hoje vou a uma festa à noite, vou sair do regime mas não muito, vou comer só um pedaço de bolo. Isso não vai atrapalhar meu regime.
Ou que tal:- Hoje vou a uma festa à noite, quero comer bolo então vou pegar leve agora no almoço, ou fazer mais exercícios na academia para compensar.
Veja como o primeiro pensamento, negativista, não nos dá força e motivação para continuarmos no regime e os dois outros pensamentos oferecem alternativas para que não deixemos , mesmo em regime, de aproveitarmos os prazeres da vida.
Lembre-se que antes de ser esteticamente desejável, emagrecer envolve diversos benefícios a sua saúde emocional e física, desde melhora da auto estima, funcionamento cardiovascular, até prevenção e melhora da dor crônica.

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Terapia cognitivo comportamental e suas habilidades

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A Terapia cognitivo comportamental tem se mostrado eficaz no manejo de pacientes psiquiátricos e clínicos e tem sido reconhecida como intervenção de escolha em instituições com abordagem multiprofissional. A atuação no universo institucional leva o profissional a rever o seu papel enquanto membro de uma equipe multidisciplinar ou interdisciplinar e as especificidades de intervenção que este espaço estabelece.
O terapeuta deve apresentar habilidades diversas essenciais para o processo terapêutico, tais como habilidades teóricas, técnicas, sociais e de integração com outros profissionais. Deve, portanto, integrar a teoria e a prática do atendimento psicológico em Instituições de Saúde Mental. As contingências que as instituições liberam aos seus membros têm efeito na sua atuação. O comportamento do psicoterapeuta está subordinado a esses controles, a discriminação que é capaz de efetuar e que efeitos essas contingências tem sobre o seu comportamento. Algumas ações como implantar programas terapêuticos em parceria com outras equipes, discussões periódicas com estes profissionais fazem parte do programa terapêutico e pressupõem uma boa capacidade de interação.
Este processo envolve uma série de mudanças e medidas de adaptação destas pessoas. Para tanto os profissionais devem se apoiar em métodos científicos através da busca do conhecimento que lhe sirva de base segura. A literatura demonstra a necessidade da formação após a graduação nesta abordagem de técnicos de nível superior para esta população. Os profissionais de Saúde, não “psi” precisam saber sobre análise de comportamento humano e algumas competências que dizem respeito ao conhecimento científico disponível, da produção desse conhecimento e dos usos que se pode fazer deles. Verifica-se a relevância da formação na abordagem cognitivo comportamental para outros profissionais da área da saúde.
Por Mariangela Gentil Savoia